Notícias

Obesidade. Redução de 5% a 10% do peso pode reduzir para metade risco de diabetes

Lançado no Dia Mundial do Combate à Obesidade, o primeiro manual de orientações para o tratamento da obesidade no SNS chama a atenção para o facto das restrições alimentares menos intensas, mesmo que signifiquem uma menor perda de peso, poderem traduzir resultados mais sustentáveis do que dietas mais restritivas. De acordo com os especialistas envolvidos no projeto, a linguagem e o foco dos médicos que acompanham doentes com excesso de peso e obesidade não devem incidir na perda de peso, mas sim numa visão abrangente, do estado geral da saúde do doente e envolve-lo no processo de decisão.   

 

É defendida a necessidade de homogeneizar as intervenções e aposta na melhoria metabólica. José Camolas, nutricionista e primeiro autor do manual, explica que, “para pessoas com excesso de peso e risco elevado de diabetes basta reduzir 5 a 10% do peso para reduzirem para metade o risco de diabetes”. Neste artigo, sublinha ainda que “no caso da obesidade num doente diabético e sobretudo idoso, a meta do peso ideal não faz sentido nenhum porque a mortalidade num doente diabético não é maior se ele tiver excesso de peso ou peso normal. Todas essas doenças melhoram substancialmente com pequenas perdas de peso”.

 

A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública atuais, e além de ser considerada uma doença crónica só por si, é, ao mesmo tempo, um fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças crónicas que constituem as principais causas de mortalidade e morbilidade, como a hipertensão coronária, hipertensão arterial, gota, osteoartrite, diabetes, apneia do sono, e alguns tipos de cancro. O SNS pretende, assim, exigir uma maior capacidade de resposta para lidar com este problema, através da implementação de consultas de obesidade com intervenções homogeneizadas nos diferentes níveis de cuidados, principalmente nos cuidados de saúde primários.

Fonte: http://observador.pt

DIAB-1101272-0114  10/2017