dúvidas frequentes

Dúvidas frequentes sobre Diabetes: alimentação

sobre Alimentação

Procure resposta às suas perguntas, de acordo com o tema sobre o qual tem dúvidas. Nesta secção, reunimos as perguntas mais frequentes e disponibilizamos uma resposta.

Batata, cereais e derivados

Posso pôr batata na sopa?

Sim. Se souber a quantidade de hidratos de carbono que lhe foi recomendada para essa refeição e conhecer as equivalências entre os alimentos, pode gerir a refeição da forma que entender, mantendo a quantidade de hidratos de carbono aconselhada. Pode por exemplo fazer a sopa sem batata, se preferir ingerir meia fatia de pão (25g de pão) em sua substituição. No entanto, quando a sopa é o único prato da refeição, deve pôr batata (ou massa ou feijão ou lentilhas) para garantir que há ingestão de hidratos de carbono e assim reduzir o risco de hipoglicemia após a refeição. 

Para as pessoas com diabetes tipo 1 que fazem contagem de hidratos de carbono, aconselha-se ter uma orientação individualizada com um Nutricionista/Dietista especializado em diabetes, para garantir o equilíbrio entre a ingestão dos hidratos de carbono e a quantidade de insulina administrada.

O arroz ou a massa: qual faz subir mais os níveis de açúcar no sangue?

Se ingerir 2 colheres de sopa de arroz cozido ou 2 colheres de massa cozida, o resultado será mais ou menos o mesmo, porque têm a mesma quantidade de hidratos de carbono. Mas o tipo de hidratos de carbono também influencia a glicemia. Neste caso, os hidratos de carbono da massa, principalmente se for cozida al dente, são absorvidos mais lentamente (têm um índice glicémico mais baixo), fazendo por isso subir mais lentamente os níveis de açúcar no sangue. No entanto, se o arroz for misturado com fibras dos vegetais de uma salada ou com hidratos de carbono de absorção mais lenta do feijão ou da ervilha, a absorção dos seus hidratos de carbono será mais lenta do que se for ingerido isoladamente.

Quando tenho os valores altos é melhor evitar comer farináceos?

Os hidratos de carbono complexos (amido), mais vulgarmente conhecidos por “farináceos”, devem ser provenientes de fontes saudáveis como o pão escuro, massa, arroz, batata, feijão, grão, ervilha, couscous, centeio e aveia integral, que não devem ser eliminados da alimentação. 

Para além de se focar nas fontes mais saudáveis, tenha em consideração a quantidade ingerida. Se tem os valores elevados, pode estar a comer demais (mais do que realmente precisa) e nesse caso corrija. Ingira quantidades moderadas em cada refeição, com intervalos regulares de cerca de 3 horas. Evite outras fontes ricas em farinhas e açúcares como bolos/doces e folhados, que aumentam muito os níveis de açúcar no sangue e não se recomendam numa alimentação saudável. Se ainda assim os valores altos permanecerem elevados, deverá contactar com a sua equipa de saúde para se analisar e rever todos os fatores que interferem nos níveis de açúcar no sangue: a alimentação, a medicação (insulina ou comprimidos) e a atividade física. Para as pessoas com diabetes tipo 1 que fazem contagem de hidratos de carbono, aconselha-se ter uma orientação individualizada com um Nutricionista/Dietista especializado em diabetes, para garantir o equilíbrio entre a ingestão dos hidratos de carbono e a quantidade de insulina administrada.

Devo evitar o pão?

Não. O pão só engorda ou faz subir demasiado os níveis de açúcar no sangue se for demais (como tudo o que é demais!). Na quantidade certa, o pão é uma boa fonte de hidratos de carbono complexos (amido), vitaminas e minerais. Prefira o pão de mistura de cereais (com ou sem sementes), de centeio ou integral. Mas qualquer que seja o tipo de pão, é importante ter noção da quantidade (peso de cada unidade ou fatia) e ingerir quantidades moderadas de cada vez é a regra de ouro para um controlo adequado das glicemias. E tenha em atenção o que lhe adiciona. Por exemplo, se adicionar manteiga, fiambre e queijo de uma vez, soma mais calorias do que se adicionar uma opção de cada vez.

O melhor pão para a pessoa com diabetes é o pão integral?

O melhor pão é o de mistura de cereais (com ou sem sementes), de centeio ou integral, bem cozidos e pouco salgados. Por serem elaborados com farinhas menos refinadas do que o pão branco, são mais ricos em vitaminas do complexo B, minerais e também fibras importantes para uma absorção mais lenta dos seus hidratos de carbono (fazendo por isso subir mais lentamente os níveis de açúcar no sangue), aumento da saciedade e melhor funcionamento intestinal. Não precisa de comer sempre o mesmo e até é bom variar. No entanto, qualquer que seja o tipo de pão, é importante ter noção da quantidade (peso de cada unidade ou fatia) e ingerir quantidades moderadas de cada vez é a regra de ouro para um controlo adequado das glicemias.

Qual é a quantidade de pão que posso comer?

Não existe uma quantidade fixa recomendada para todas as pessoas, porque a quantidade de hidratos de carbono necessária por dia depende de fatores como a idade, o peso e a altura, se é homem ou mulher e o nível de atividade física. No entanto, é importante ter noção da quantidade (peso de cada unidade ou fatia), e ingerir quantidades moderadas de cada vez. Aconselhe-se com o seu Nutricionista ou Dietista.

Posso comer pão torrado à vontade?

Não. Ao torrar, o pão mantém a quantidade de hidratos de carbono e calorias, apenas reduz o teor em água e é menos saciante. Qualquer que seja o tipo de pão, é importante ter noção da quantidade e ingerir quantidades moderadas de cada vez.

É melhor comer pão, tostas ou bolachas?

O pão, as tostas e as bolachas são feitos de farinha, logo, qualquer das hipóteses vai interferir nas glicemias. Contudo, o pão deve ser preferível porque tem uma composição nutricional mais equilibrada (menos gordura e açúcares), tem uma absorção mais lenta (no caso do pão de mistura, de centeio ou integral) e confere mais saciedade. No entanto, quando pretender qualquer das outras opções, prefira as que têm menor teor de gordura e açúcares, tenha em consideração as equivalências de hidratos de carbono e evite passar o dia a “petiscar”: 25 g de pão de mistura ou 30 g de pão integral (meia fatia) é equivalente a 2 tostas ou 2 bolachas de água e sal tipo cream cracker ou 3 bolachas Maria.

As "bolachas para diabéticos" são as melhores para as minhas merendas/lanches?

As “bolachas para diabéticos” não têm açúcar, mas não quer dizer que se possam comer “à vontade”. Consulte a composição nutricional na embalagem, verifique que também têm hidratos de carbono (da farinha, que aliás todas as bolachas têm), e veja a quantidade de gorduras e calorias. Na prática, também aumentam os níveis de açúcar no sangue e podem aumentar o peso, se as ingerir em grandes quantidades.

Posso substituir a batata pelo ovo?

Não, porque são diferentes na sua composição nutricional. O ovo tem essencialmente proteínas e gordura tal como têm a carne e o peixe, enquanto a batata tem essencialmente hidratos de carbono, tal como o arroz, a massa ou o pão. Pode então substituir a batata por este tipo de alimentos, e não pelo ovo.

Leguminosas

Posso comer feijão e grão?

Sim. O feijão e o grão-de-bico são leguminosas secas, que se caracterizam por serem fonte de proteínas vegetais e de hidratos de carbono de absorção muito lenta (têm índice glicémico baixo), fazendo por isso subir mais lentamente os níveis de açúcar no sangue (melhor controlo da glicemia após a refeição). Têm ainda elevada quantidade de vitaminas, sais minerais e fibras com um papel importante no controlo das glicemias após a refeição, no aumento da saciedade e no controlo dos níveis de colesterol no sangue. Se tem flatulência após a sua ingestão, experimente demolhar bem e cozer bem as leguminosas, ou ainda triturar em puré na sopa e retirar a casca.

Posso comer ervilhas e favas?

Sim. As ervilhas e as favas são leguminosas verdes, que se caracterizam por serem fonte de proteínas vegetais e de hidratos de carbono de absorção muito lenta (têm índice glicémico baixo), fazendo por isso subir mais lentamente os níveis de açúcar no sangue (melhor controlo da glicemia após a refeição). Têm ainda elevada quantidade de vitaminas, sais minerais e fibras com papel importante no controlo das glicemias após a refeição, no aumento da saciedade e no controlo dos níveis de colesterol no sangue. Se tem flatulência após a sua ingestão, experimente cozer bem as leguminosas, ou ainda triturar em puré na sopa e retirar a casca.

Posso misturar feijão com arroz ou grão com batata?

Sim. Misturar alimentos de absorção lenta como o feijão e o grão com outros de absorção mais rápida como a batata ou o arroz, contribui para uma absorção mais lenta destes últimos e consequentemente para um aumento mais lento da glicemia após a refeição (reduz o índice glicémico da refeição). Como a quantidade também influencia os resultados, use as equivalências para manter o total de hidratos de carbono habitual da refeição. Por exemplo, se lhe for aconselhado ingerir 4 colheres de sopa de arroz (cozido) na refeição, pode substituir por 2 colheres de sopa de arroz e 3 colheres de sopa de feijão. Da mesma maneira, 2 batatas podem ser substituídas por 1 batata e 3 colheres de sopa de grão.

O tremoço em jejum faz bem?

O tremoço é uma leguminosa e caracteriza-se por ser fonte de proteínas vegetais e de hidratos de carbono de absorção muito lenta (têm índice glicémico baixo) e por ter elevada quantidade de fibras importantes para o controlo dos níveis de colesterol e dos níveis de açúcar no sangue após a refeição. O tremoço tem portanto alguns benefícios como têm as outras leguminosas, que não dependem da hora a que são ingeridos. O tremoço só deve ser consumido depois de cozido e demolhado em várias águas, para eliminar os alcaloides (substâncias tóxicas e que lhe dão um sabor amargo). No tremoço que se vende cozido e conservado em sal, este tratamento já foi feito. Para reduzir o excesso de sal, recomenda-se a passagem por água fria corrente, antes de consumir.

Vegetais

Posso comer cenoura e abóbora?

Sim. Estes e outros legumes são pobres em hidratos de carbono e calorias, mas muito ricos em nutrientes protetores e reguladores como fibras, vitaminas e sais minerais essenciais ao organismo e em antioxidantes fundamentais no combate ao efeito de substâncias que aceleram o envelhecimento e a destruição celular. O consumo diário de legumes e hortaliça associa-se à prevenção de várias doenças como a obesidade, doenças cardiovasculares, cancro e obstipação (prisão de ventre). Em todos estes aspetos, a cenoura e a abóbora (legumes especialmente ricos em carotenos ou pró-vitamina A) não são exceção, pelo que não devem ser excluídos da alimentação das pessoas com diabetes.

Posso misturar os legumes todos na sopa?

Pode usar vários legumes na sopa e combiná-los da forma que gostar mais.

É preciso comer legumes e saladas todos os dias?

Sim, pois os legumes e hortaliças são essenciais numa alimentação saudável. São pobres em hidratos de carbono e calorias, mas muito ricos em fibras que promovem a saciedade, ajudam a controlar a glicemia após as refeições e favorecem o funcionamento intestinal. São ainda grandes fontes de vitaminas (são os principais fornecedores de carotenos e vitamina C, juntamente com a fruta), minerais e compostos antioxidantes fundamentais no combate ao efeito de substâncias que aceleram o envelhecimento e a destruição celular. E o consumo diário e abundante deste grupo de alimentos associa-se à prevenção de várias doenças como a obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, cancro e obstipação (prisão de ventre).

Fruta

Quais são as frutas que posso comer?

É verdade que umas frutas têm maior quantidade de hidratos de carbono (açúcares) do que outras. No entanto, se conhecer as equivalências entre as frutas, pode variar nas escolhas, sem alterar a quantidade de hidratos de carbono que ingere. Por exemplo, ingerir 1 maçã média é equivalente a ingerir 1 pera média ou 1 pêssego ou 1 laranja pequena ou 2 ameixas ou 10 pares de cerejas ou metade de uma banana ou 190 g de nêsperas ou 200 g de morangos. Cada uma destas medidas corresponde a 1 peça de fruta e aconselha-se a ingestão de 2 a 3 peças de fruta fresca por dia.

Quantas peças de fruta posso comer por dia?

2 a 3 peças de fruta fresca por dia são suficientes para os adultos.

Posso comer fruta no intervalo das refeições?

Pode, mas não passe o dia a “depenicar” fruta. Pode comer uma fruta a meio da manhã e/ou a meio da tarde, com um pouco de pão. São exemplos de pequenos lanches, que pode fazer entre as refeições principais.

É preciso acompanhar a fruta com pão?

Não é preciso se for ingerida no final do almoço ou jantar. Mas se for ingerida num lanche, acompanhar com um pouco de pão escuro pode contribuir para uma absorção mais lenta dos hidratos de carbono da fruta e melhorar o controlo da fome entre as refeições (aumenta a saciedade). Noutra circunstância, se é para reforçar a ingestão de hidratos de carbono antes ou durante a atividade física, a fruta pode ser suficiente.

Posso comer salada de frutas?

Sim, se for feita de fruta fresca (não em calda) e se não tiver adição de açúcar.

A maçã reineta é a melhor fruta para as pessoas com diabetes?

A maçã reineta é boa, mas as ameixas, a maçã, a pera, o pêssego, as cerejas, os morangos e a laranja são mais alguns bons exemplos que as pessoas com diabetes podem escolher. Se conhecer as equivalências entre as frutas, pode variar nas escolhas, sem alterar a quantidade de hidratos de carbono que ingere. Por exemplo, ingerir 1 maçã média é equivalente a ingerir 1 pera média ou 1 pêssego ou 1 laranja pequena ou 2 ameixas ou 10 pares de cerejas ou metade de uma banana ou 190 g de nêsperas ou 200 g de morangos. Cada uma destas medidas corresponde a 1 peça de fruta e aconselha-se a ingestão de 2 a 3 peças de fruta fresca por dia.

A fruta cozida é melhor que a fruta fresca?

A quantidade de hidratos de carbono e de calorias é a mesma, mas a fruta cozida perde parte das vitaminas e sais minerais, durante a cozedura. Por isso, ingerir fruta cozida não é melhor, exceto em algumas situações clínicas em que é recomendada.

Os sumos de fruta naturais são bons? Substituem a fruta?

Os sumos de fruta naturais não substituem a fruta inteira. Os sumos têm menos fibra, que é importante para tornar mais lenta a absorção dos hidratos de carbono (açúcares) da fruta, para o funcionamento regular do intestino e para controlar os níveis de colesterol. Por outro lado, num copo de sumo feito com 2 ou 3 peças de fruta, a quantidade de hidratos de carbono é muito superior e aumenta mais os níveis de açúcar no sangue do que se ingerir uma peça de fruta.

Há frutas proibidas?

Não. Se conhecer as equivalências entre as frutas, pode variar nas escolhas, sem alterar a quantidade de hidratos de carbono que ingere. Por exemplo, ingerir 1 maçã média é equivalente a ingerir 1 pera média ou 1 pêssego ou 1 laranja pequena ou 2 ameixas ou 10 pares de cerejas ou metade de uma banana ou 190 g de nêsperas ou 200 g de morangos. Cada uma destas medidas corresponde a 1 peça de fruta e aconselha-se a ingestão de 2 a 3 peças de fruta fresca por dia.

Gorduras

Qual é a melhor gordura para cozinhar e para fritar?

O azeite é uma excelente opção para o tempero (se não gostar pode usar óleo vegetal) e é a gordura preferível para os estufados e assados. Para as poucas vezes que se fritar, o azeite, o óleo de amendoim ou a banha, são as gorduras aconselhadas. Na fritura, a libertação de fumo indica aquecimento excessivo e decomposição da gordura usada, com formação de substâncias cancerígenas e prejudiciais à saúde.

As gorduras aumentam o açúcar no sangue?

A ingestão de quantidades elevadas de gordura (por exemplo fritos, enchidos, pastelaria, fast-food) pode atrasar e manter por mais tempo a subida dos níveis de glicose resultante dos hidratos de carbono da refeição. Na prática pode observar níveis de açúcar no sangue mais elevados do que o esperado, algumas horas após a refeição. Este efeito pode dever-se em parte ao esvaziamento gástrico mais lento.

Qual é a quantidade de gordura que precisamos de comer por dia?

As gorduras devem fornecer cerca de 30% da energia diária, e esta depende da idade, peso, altura, se é homem ou mulher e do nível de atividade física. Atualmente o consumo de gorduras é geralmente excessivo, favorecendo a ingestão excessiva de calorias e o aumento de peso. Para além do consumo moderado de gorduras, é aconselhável que, para uma boa saúde cardiovascular, se tenha em consideração o tipo de gorduras ingeridas. Considere as seguintes orientações: limite os fritos e molhos gordos, prefira os estufados (tudo “em cru”) em vez de refogados, retire as peles e gorduras visíveis das carnes e reduza os alimentos ricos em gordura saturada e hidrogenada (que contribuem para aumentar os níveis de colesterol), como: enchidos, carnes gordas, queijo gordo, natas, salgadinhos, produtos folhados e bolos. Quando possível prefira as versões com menos gordura e prefira a ingestão moderada de gordura insaturada (especialmente monoinsaturada e ómega 3), cujas fontes são: azeite, peixe, nozes ou amêndoas, abacate, sementes, óleos e cremes vegetais de barrar (sem gordura hidrogenada).

Peixe e carne

Posso comer carne à vontade?

Não. A ingestão excessiva de carne vermelha aumenta a ingestão de gordura saturada (que contribui para maiores níveis de colesterol), e a ingestão excessiva de carne em geral leva a uma ingestão excessiva de proteínas, que pode induzir uma sobrecarga renal desaconselhável.

Posso comer qualquer tipo de carne?

Dê preferência às carnes magras e de aves (sem peles), por conterem um teor mais baixo de gordura.

Posso comer qualquer tipo de peixe?

Sim, o peixe tem geralmente menos gordura do que a carne, e a gordura é rica em ácidos gordos insaturados ómega 3, com funções importantes na prevenção da doença inflamatória e da doença cardiovascular. Aconselha-se inclusivamente a ingestão de peixe gordo, 2 vezes por semana (ex.: atum, sardinha, salmão, sarda, enguia, dourada ou robalo).

Posso adicionar ovo à carne ou ao peixe?

Sim, mas para equilibrar a ingestão de proteínas e de calorias, reduza a quantidade de carne ou peixe dessa refeição para cerca de metade.

Bebidas

Que quantidade de água devo beber durante o dia?

As necessidades dependem de fatores como a idade, temperatura ambiente e atividade física. No entanto, a ingestão de água recomendada para adolescentes e adultos é de 1,5 a 2 L de água por dia. Mantenha a urina clara e sem cheiro.

Posso beber refrigerantes e ice tea?

Desaconselham-se os refrigerantes e ice tea açucarados, por conterem um teor elevado de hidratos de carbono simples (sacarose), que aumentam rapidamente os níveis de açúcar no sangue. Quando pretender um refrigerante, opte pelos não açucarados ou light

No entanto, em caso de hipoglicemia (nível de açúcar no sangue inferior a 70 mg/dL), os refrigerantes açucarados podem ser ingeridos, para normalizar rapidamente os níveis de açúcar no sangue (neste caso, não use os light).

Os sumos de fruta naturais são bons?

Em comparação com a fruta inteira, os sumos de fruta naturais têm menos fibra, que seria importante para tornar mais lenta a absorção dos hidratos de carbono (açúcares) da fruta, para o funcionamento regular do intestino e para controlar os níveis de colesterol. Por outro lado, num copo de sumo feito com 2 ou 3 peças de fruta, a quantidade de hidratos de carbono é muito superior e aumenta mais os níveis de açúcar no sangue do que se ingerir uma peça de fruta.

Posso beber néctares de fruta?

Os néctares de fruta são feitos de fruta. Mas um copo de néctar (200 ml) tem geralmente mais hidratos de carbono e aumenta mais os níveis de açúcar no sangue do que se ingerir uma peça de fruta ou beber um sumo light.

Posso beber vinho à refeição? E cerveja?

Depende. O consumo de bebidas alcoólicas é totalmente desaconselhado a mulheres grávidas ou a amamentar, a crianças e a jovens com menos de 18 anos. E está contraindicado em algumas situações clínicas, como: pancreatite, doenças do fígado, neuropatia grave, níveis de triglicéridos elevados ou história de ingestão excessiva. 

Se não tiver qualquer destas situações ou outra definida pelo médico, os adultos podem beber com moderação, ou seja, até 3 dl de vinho por dia ou 2 cervejas por dia para os homens, metade para as mulheres, e sempre a acompanhar a refeição com hidratos de carbono. Evitar beber em jejum é fundamental para reduzir o risco de hipoglicemia.

Faz mal à diabetes beber bebidas alcoólicas?

Depende. O consumo de bebidas alcoólicas é totalmente desaconselhado a mulheres grávidas ou a amamentar, a crianças e a jovens com menos de 18 anos. E está contraindicado em algumas situações clínicas, como: pancreatite, doenças do fígado, neuropatia grave, níveis de triglicéridos elevados ou história de ingestão excessiva. 

Se não tiver qualquer destas situações ou outra definida pelo médico, os adultos podem beber com moderação, ou seja, até 3 dl de vinho por dia ou 2 cervejas por dia para os homens, metade para as mulheres, e sempre a acompanhar a refeição com hidratos de carbono. Evitar beber em jejum é fundamental para reduzir o risco de hipoglicemia.

Posso beber café?

Os adultos sem outras doenças para além da diabetes podem beber 2 cafés por dia. No entanto, se tem hipertensão arterial ou alteração do ritmo cardíaco (arritmia ou outras doenças), aconselhe-se com o seu médico ou nutricionista. Se pretender adoçar use adoçante.

Doces

Nunca mais posso comer doces?

Os doces são ricos em açúcar e calorias, que promovem o aumento de peso e o aumento das glicemias. Reserve por isso o doce para uma ocasião especial de festa (se as glicemias estiverem bem controladas), no final de uma refeição e reduzindo uma parte dos hidratos de carbono dessa refeição (ex.: arroz, batata, pão, etc.). Estas são também recomendações para a população em geral.

Posso comer bolos? Quais?

Os bolos em geral são ricos em açúcar, gorduras e calorias, que promovem o aumento de peso, o aumento das glicemias e dos níveis de colesterol. Reserve por isso o bolo para uma ocasião especial de festa (se as glicemias estiverem bem controladas), no final de uma refeição e reduzindo uma parte dos hidratos de carbono dessa refeição (ex.: arroz, batata, pão, etc.). Se a dose é grande, divida com um amigo ou familiar ou solicite metade da dose. Estas são também recomendações para a população em geral.

Como se fazem doces sem açúcar?

Pode substituir-se o açúcar da receita por adoçante, usando as equivalências referidas na embalagem do adoçante. Nos bolos de forno, mantém-se um pouco do açúcar e o restante substitui-se por adoçante. Ou pode optar-se pelo açúcar light, constituído por uma mistura de açúcar e adoçante (sucralose), e neste caso o bolo terá menos 30% do açúcar habitual. Se optar pelo aspartame na preparação de doces, considere que este perde o poder adoçante quando submetido a elevadas temperaturas por tempo prolongado. Nestas situações, adicione-o depois de retirar do lume.

Se o bolo não tiver açúcar posso comer à vontade?

Não. O bolo sem açúcar não deixa de ter hidratos de carbono a contabilizar (das farinhas) na refeição e é um alimento rico em gorduras e calorias. Em resumo, também aumenta os níveis de açúcar no sangue e contribui para o aumento de peso, se for ingerido “à vontade”.

Adoçantes

É melhor usar adoçante ou açúcar?

Para adoçar bebidas ou alimentos opte por um adoçante não calórico, que confere o sabor doce sem interferir nos níveis de açúcar no sangue. Atualmente existem em Portugal a sacarina, o ciclamato, o aspartame, o acessulfame K, a sucralose e a estévia. Contudo, as pessoas com Fenilcetonúria (uma doença genética rara que impossibilita a metabolização da fenilalanina) não devem consumir adoçantes com aspartame, e para as mulheres grávidas ou a amamentar desaconselham-se a sacarina e o ciclamato.

O adoçante faz mal?

Os adoçantes não calóricos são comercializados em Portugal após avaliada a sua segurança pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos e aprovação pela Comissão Europeia. Atualmente existem a sacarina, o ciclamato, o aspartame, o acessulfame K, a sucralose e a estévia, que podem ser consumidos dentro dos limites considerados de segurança que estão estipulados para cada um deles. Na prática, aconselha-se o consumo moderado, no contexto de uma alimentação saudável e equilibrada. 

Contudo, as pessoas com Fenilcetonúria (uma doença genética rara que impossibilita a metabolização da fenilalanina) não devem consumir produtos ou adoçantes com aspartame, e para as mulheres grávidas ou a amamentar desaconselham-se a sacarina e o ciclamato. 

Existem também adoçantes calóricos, como a frutose e os poliálcoois (sorbitol, manitol, maltitol e xilitol), que podem encontrar-se em alguns alimentos “aptos para diabéticos”. A frutose não é aconselhável como adoçante, e os poliálcoois alteram menos os níveis de açúcar no sangue quando comparados com o açúcar, mas devem ser ingeridos com moderação por poderem ter efeito laxativo (flatulência ou diarreia).

Qual o melhor adoçante para os diabéticos?

Para adoçar bebidas ou alimentos, pode optar-se por qualquer dos adoçantes não calóricos, como a sacarina, o ciclamato, o aspartame, o acessulfame K, a sucralose ou a estévia. No entanto, as pessoas com Fenilcetonúria (uma doença genética rara que impossibilita a metabolização da fenilalanina) não devem consumir produtos ou adoçantes com aspartame, e para as mulheres grávidas ou a amamentar desaconselham-se a sacarina e o ciclamato.

Qual é a quantidade de adoçante que se pode usar por dia?

A dose diária máxima de segurança (a não ultrapassar) é diferente para cada um dos adoçantes não calóricos, e varia de acordo com o peso corporal de cada pessoa. Na prática, os adoçantes podem ser consumidos com moderação, no contexto de uma alimentação saudável e equilibrada. Eventualmente variar na escolha reduz o risco de consumir excessivamente um ou outro tipo de adoçante. Quanto ao adoçante de mesa, utilize-o em muito pequena quantidade porque o poder adoçante é muito superior ao do açúcar. Relativamente aos que se incluem nos alimentos, não se aconselha exagerar só porque é light e tem adoçante. 

Quanto aos poliálcoois (sorbitol, manitol, maltitol ou xilitol), que podem fazer parte de alguns alimentos “sem açúcar” ou “aptos para diabéticos”, evite ingerir mais de 10 gramas por dia, porque podem ter efeito laxativo (flatulência ou diarreia).

Quando os doces/bolos tiverem adoçante, posso comer à vontade?

Não. Dependendo dos ingredientes utilizados, alguns doces/bolos podem ainda ter hidratos de carbono e/ou gorduras que deverão ser contabilizados.

Fracionamento

Quantas vezes é preciso comer por dia?

Para as pessoas com diabetes tipo 2 aconselham-se cerca de 6 refeições por dia, com intervalos regulares de 2,5 a 3 horas entre as refeições e um intervalo noturno não superior a 8 horas. Para se evitarem grandes oscilações nos níveis de açúcar no sangue ao longo do dia (hiperglicemias e hipoglicemias), cada refeição deve incluir quantidades moderadas de hidratos de carbono saudáveis e não variar muito essas quantidades de dia para dia. 

A este respeito, as pessoas com diabetes tipo 1 devem ter uma orientação individualizada com um Nutricionista/Dietista especializado em diabetes, que as ajudará a garantir o equilíbrio entre a ingestão dos hidratos de carbono e a quantidade de insulina administrada.

Se comer mais vezes por dia não fico mais gordo?

Comer mais vezes não significa que tem de comer mais. Significa que deve repartir o que come por cerca de 6 refeições. A intenção é ingerir menos quantidade de cada vez (em intervalos regulares de cerca de 3 horas), facilitar uma distribuição equilibrada da energia ao longo do dia e evitar grandes subidas dos níveis de açúcar no sangue após as refeições. Em conclusão, contribui para um peso mais saudável e para um melhor controlo das glicemias ao longo do dia. Tome nota do que come, principalmente nos lanches entre as refeições. Prefira uma fruta ou um iogurte não açucarado, com um pouco de pão escuro e 2 nozes, por exemplo.

Se tiver os valores altos a meio da tarde é melhor não lanchar?

Nesse caso é melhor perceber o que se passou antes, para que possa corrigir e tentar melhores resultados nos dias seguintes. Ingeriu mais hidratos de carbono do que é costume? Existiu algum problema com a toma da medicação (insulina ou comprimidos)? Se acontece muitas vezes ou não sabe por que razão acontece, deverá contactar com a sua equipa de saúde para se analisar e rever todos os fatores que interferem nos níveis de açúcar no sangue: a alimentação, a medicação (insulina ou comprimidos) e a atividade física.

Se tiver os valores altos ao deitar é melhor não comer à ceia?

Nesse caso é melhor perceber o que se passou antes, para que possa corrigir e tentar melhores resultados nos dias seguintes. Ingeriu mais hidratos de carbono do que é costume? Existiu algum problema com a toma da medicação (insulina ou comprimidos)? Se acontece muitas vezes ou não sabe por que razão acontece, deverá contactar com a sua equipa de saúde para se analisar e rever todos os fatores que interferem nos níveis de açúcar no sangue: a alimentação, a medicação (insulina ou comprimidos) e a atividade física.

Generalidades

Qual é a dieta para a pessoa com diabetes?

A alimentação recomendada para as pessoas com diabetes não deve ser considerada uma “dieta”, mas sim uma alimentação saudável com alimentos de todos os grupos da roda dos alimentos e em quantidades adequadas às necessidades de cada pessoa. 

Em linhas gerais, devem considerar-se os seguintes aspetos: ser rica em vegetais, ser moderada em gorduras, reduzindo especialmente os fritos e as gorduras saturadas e hidrogenadas das carnes gordas, enchidos, queijo gordo, manteiga, salgadinhos e pastelaria, ser moderada em sal e limitada em açúcares de absorção rápida (açúcar, mel, doces, etc.). Os hidratos de carbono devem ser provenientes de fontes saudáveis, como: massa, arroz, couscous, batata, pão (de mistura, centeio ou integral), aveia integral, centeio, feijão, grão, ervilhas, lentilhas, frutas, leite e iogurte (não açucarado). Ingerir quantidades moderadas destes alimentos em cada refeição (cerca de 6 refeições por dia), privilegiar os alimentos de absorção lenta/média e manter essas quantidades de dia para dia, são cuidados importantes para se obter um melhor controlo glicémico após as refeições e ao longo do dia. A este respeito, as pessoas com diabetes tipo 1 devem ter uma orientação individualizada com um Nutricionista/Dietista especializado em diabetes, que as ajudará a garantir o equilíbrio entre a ingestão dos hidratos de carbono e a quantidade de insulina administrada.

Fazer dieta quer dizer comer sempre cozidos e grelhados?

Não. A alimentação recomendada para as pessoas com diabetes não deve ser considerada uma “dieta”, mas sim uma alimentação saudável e equilibrada. Quanto à preparação dos alimentos, privilegie uma culinária simples e saudável, optando pelos cozidos (também em vapor), grelhados (sem queimar), estufados e assados, temperados com mais ervas, especiarias e sumo de limão, e menos gordura e sal.

O sal faz mal à diabetes? Que cuidados devo ter?

A ingestão de sal é geralmente excessiva e aumenta o risco de hipertensão arterial e de complicações da diabetes. Por isso é aconselhável reduzi-lo. Como? Evite alimentos ricos em sal (como enchidos, charcutaria, conservas, queijo curado e aperitivos salgados) e reduza no tempero, preferindo o uso de legumes, ervas aromáticas, especiarias e sumo de limão. Já agora, não leve o saleiro para a mesa.

Se fizer insulina, posso comer à vontade?

Não. Se comer mais do que precisa ou escolher alimentos desequilibrados e hipercalóricos, pode aumentar excessivamente o peso e piorar o controlo das suas glicemias. Independentemente de fazer ou não insulina, mantenha os cuidados de uma alimentação saudável e equilibrada, e adapte as quantidades ingeridas às suas necessidades. Aconselhe-se com um Nutricionista ou Dietista especializado em diabetes.

Comer peixe ou carne só com legumes cozidos ou salada é saudável?

A energia que o organismo necessita deve ser distribuída ao longo do dia e fornecida fundamentalmente pelos hidratos de carbono mais saudáveis. Assim, na alimentação das pessoas com diabetes, os alimentos com hidratos de carbono complexos (amido), como a massa, arroz, batata, feijão, grão, ervilhas, favas ou lentilhas, também devem fazer parte das refeições. E se todas as refeições tiverem uma quantidade moderada de hidratos de carbono, evitam-se as hiperglicemias (resultantes de grandes refeições) e as hipoglicemias (resultantes da falha de ingestão de hidratos de carbono). Em resumo, para além de carne ou peixe e salada ou legumes, a refeição deve ser completada com uma fonte de hidratos de carbono referida, ou se preferir, pode trocar por pão.

Devo comer sopa todos os dias?

Não é obrigatório, mas vale a pena comer sopa todos os dias. Por ser rica em água, legumes e hortaliça, a sopa é uma boa fonte de água, vitaminas, sais minerais e compostos antioxidantes importantes para a saúde. Os legumes e as hortaliças utilizadas são também grandes fornecedores de fibras alimentares, importantes na regulação dos níveis de açúcar após a refeição, no controlo dos níveis de colesterol no sangue e no funcionamento regular do intestino. Quando ingerida no início das refeições, também é reguladora do apetite, ajudando a prevenir a ingestão excessiva de alimentos mais calóricos nos outros pratos dessa refeição. Se a sopa de legumes for o único prato da refeição, deverá ser enriquecida com fontes de hidratos de carbono complexos (por exemplo, massa ou feijão ou lentilhas), e de proteínas (por exemplo, carne magra ou peixe ou queijo magro).

Posso comer sopa de legumes à vontade?

Depende da perspetiva. Dado o seu elevado poder saciante, para algumas pessoas comer muita sopa de legumes no início da refeição tira por completo o apetite para ingerir outros alimentos nessa refeição. Se for o caso, reduza o volume de sopa, para que possa ingerir também alimentos de outros grupos e evitar deficiências nutricionais.

Numa perspetiva diferente, se acha que já comeu o suficiente numa refeição completa mas continua com fome, poderá ingerir outro prato de sopa.

Posso comer frutos secos (ex.: passas de uvas, ameixas secas)? Quais? Quantos por dia?

Os frutos secos têm uma quantidade mais elevada de hidratos de carbono (açúcares) do que a fruta fresca. Por este motivo, reserve-os para um consumo moderado ocasional, e integrados numa refeição.

Posso comer frutos gordos (ex.: nozes, amêndoas)? Quais? Quantos por dia?

Se não tiver história de alergia a frutos gordos, pode ingeri-los moderadamente e ao natural (não temperados com sal). São pobres em hidratos de carbono, mas são ricos em fibras, vitaminas e minerais, dos quais se destacam o potássio, magnésio, cálcio e fósforo. Contêm gordura insaturada (saudável), mas dado o seu elevado teor em gordura e calorias, consuma-os com moderação, ou seja, 2 a 3 nozes, ou 5 a 6 amêndoas por dia.

Se tiver o colesterol alto que alimentos devo evitar?

Nesta situação reduza a ingestão de alimentos ricos em gordura saturada e hidrogenada (responsáveis pelo aumento dos níveis do “mau” colesterol ou LDL-colesterol), como: enchidos, carnes vermelhas, queijo gordo, natas, manteiga, pastelaria, salgados, fast-food e cremes vegetais elaborados com gorduras hidrogenadas (consulte a lista de ingredientes nos rótulos). A carne e os queijos devem ser preferencialmente magros, e em vez de manteiga opte por manteiga magra ou cremes vegetais de barrar (sem serem hidrogenados). Prefira a ingestão moderada de gordura insaturada (especialmente monoinsaturada e ómega 3), cujas fontes são: azeite, peixe, nozes ou amêndoas, abacate, sementes, óleos vegetais e cremes vegetais de barrar (sem gordura hidrogenada).

Posso usar mel em vez de açúcar?

Não há vantagem em usar mel em vez de açúcar. O mel também tem uma elevada concentração de hidratos de carbono simples (açúcares), que aumentam da mesma forma os níveis de açúcar no sangue. E numa colher de mel ou de açúcar, a quantidade de açúcares e calorias é praticamente a mesma.

O açúcar amarelo é melhor que o branco?

Não. Ambos têm praticamente a mesma quantidade de calorias e de hidratos de carbono simples (sacarose) e de absorção rápida.

DIAB-1101272-0000